Impulso

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Agi por impulso e, tantas vezes, perdi o prumo, comi cru, errei a mão, rasguei dinheiro, disse o que não devia, entrei numa fria, levei todo mundo comigo. Essa devia ser a fórmula máxima da minha vida.

Agi por impulso porque eu sou assim, atarantado desde que me entendo por gente. Uma ideia na cabeça, asas nos pés e um leve cheiro de queimado de quem encostou demais no sol, de quem não se contentou em admirá-lo ao longe. De quem não se contenta nunca.

 Já sofri pra caramba por isso, por querer pra ontem, com vontade máxima, por ser um apaixonado emergencial. Sim, agi por impulso, disse que amava quando nem tinha certeza, disse que queria quando nem sabia, disse a verdade, por vezes dura demais, mais vezes do que devia. Perdoem, foi mesmo sem maldade.

Quebrei a cara, mas, fato é que se juntassem meus caquinhos todos veriam naquele mosaico tosco meu sorriso instalado, anárquico, debochado. Um viva aos nossos cacos: viva!  Viva a quem faz o que dá na telha, quem já nem tem mais telhados, quem vai morrer de arrependimento, mas jamais de vontade.

Fazer o que? Eu sou assim, por inteiro, do primeiro fio de pensamento, até as pontas dos dedos. Eu sou todo desejo, vontade, mas mais que isso, impulso. Esse impulso que por tantas vezes também me levou adiante, à frente, mais perto da verdade.

Não renego minhas intempestades, não nego meus erros, estão lá todos quitados. Mas é esse impulso que me protege do maior dos meus medos, do pai dos piores erros que alguém pode carregar – parar de se mover, aceitar a inércia e ter medo de tentar. Quem para morre, quem quer se move. A vida dá, mas manda a gente buscar. 

Diego Engenho Novo

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Nós Estamos Partindo

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Nós estamos partindo, desde que chegamos somos partida. Partindo na vagareza de um entardecer, no levantar de uma revoada pesada, na falta de pressa de um olhar que ama, estamos partindo para bem longe. Há um ditado budista que diz que devemos deixar todos os lugares sempre um pouquinho melhor do que encontramos. Se viver, e já é sabido, é uma grande partida, o que deixaremos melhorado aqui onde estamos?

Gentileza para com quem nunca a conheceu? Doçura para quem nunca nos deu? Cuidado para com quem nem se importa tanto? Luz para quem não consegue enxergar os próprios passos? Um espírito aquecido pelo afeto para nossos filhos? Um pequeno jardim para o próximo morador da casa onde sempre moramos? Deixarei partes de mim na esperança de que seja o melhor, mesmo que momentâneo, para quem encontrar pelo caminho.

Estamos partindo, deixaremos boas saudades? Grandes partilhas, atos de humanidade, deixaremos um sorriso para um desconhecido em seu péssimo dia? Deixaremos nossa devoção para com quem amamos? Deixaremos quem amamos inteiros para si próprios? Sim, esse me parece ser um grande presente a ser deixado. O cuidado que se reverte em beleza, em doçura, em sanidade, em respeito pela pessoinha adorável que nos ensinou a imensidão delicada das virtudes do amor.

Nós estamos partindo, desde que chegamos. Aquarelando nossos medos, encurtando nossas distâncias, aquietando nossas ansiedades, dobrando nossas prioridades e separando por cores, na calma que só a despedida tem. Sim, nós estamos partindo e, aos poucos, deixando de lado a sensação juvenil de que a despedida dos outros também nos acompanha. Cada um segue seu próprio caminho, colhe suas próprias descobertas e foi mesmo uma dádiva termos nos encostado na imensidão de tantos caminhos. Aos que amo digo, que não sei se deixo o mundo melhor, mas certamente, sigo um tantinho melhor por tê-los conhecido.

Diego Engenho Novo

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Attraversiamo

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 Há uma chave que abre uma porta. Alguns conseguem pegar a chave, girá-la na fechadura e abrir. Outros conseguem se aproximar da porta segurando a chave, mas não encontram a fechadura. Um grupo maior enxerga a chave e a porta, mas não consegue segurá-la ainda.

O mais lindo dessa antiga história que me cantaram é que os antigos acreditavam que diante de todas essas possibilidades, saber que a chave existe já é um grande presente. A chave é amor, a porta é seu coração, entrada de sua alma.

É nisso que penso, em dias como o de hoje. Em que sinto saudade de todos que amei, em que penso que às vezes poderia ter me esforçado mais para girar a chave, me dedicado mais para aprender a segurá-la, como uma criança de poucas semanas fazendo descobertas através de uma repetição delicada.

E assim, quando olho meu coração daqui de fora, quando olho atentamente em outros olhares esperando um reconhecimento mais antigo de volta, aguardando um sorriso gracioso que me ilumine como os céus de todas as cidades em que já vivi, meus medos me tomam.

E assim eu aguardo em delicadeza e repito essa prece interna de crer que alguém possa mesmo ser minha chave e tenha candura diante dos meus medos e me ensine um caminho terno e eterno até a paz que eu sei que existe em mim, quando estiver com ela.

Há uma chave que abre uma porta. Alguns conseguem pegá-la, outros girá-la, outros aguardam calmamente na certeza serena de que ela simplesmente existe.

Diego Engenho Novo

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O Livro dos Sentidos

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Natan andava cheio de perguntas engraçadas. Não, ele não queria saber de onde vinham os bebês ou a chuva. Quem me dera. Ele não queria saber exatamente o significado das coisas, mas seu sentido. Queria saber de onde que a gente tirava a preguiça, por exemplo – Você tá me achando com cara de dicionário, é isso, mocinho? – perguntei dando risada – e ele perguntou o que era um dicionário – e eu me sentei porque entendi que aquilo ia demorar.

Dicionário é um livro onde todas as respostas brincam de pique esconde – respondi achando que tinha me safado. E ele, dos mais empolgados perguntou se a gente podia fazer um dicionário também. Veja você, nem mesmo passou pela cabeça dele a possível existência de algumas dezenas de dicionários iguaizinhos para todas as pessoas que falam a nossa língua. Pro meu filho, cada pessoa merece suas próprias respostas, cada um devia escrever seu próprio livro dos sentidos. Céus, e como eu concordo com ele.

Compramos um caderno de capa dura azul, que é a cor preferida dele. E fomos anotando as respostas que o Natan encontrava. A ele, cabia a difícil curadoria do material e, claro, ilustrações para facilitar a compreensão dos sentidos das coisas. Eis alguns dos significados que encontramos juntos, após algumas semanas de pesquisa e rigor científico. Sonho é quando as nuvens ficam lá de cima imaginando com o quê que a gente parece. Há também um subtópico porque Natan achou interessante a expressão “sonhar acordado”. Chegamos ao acordo de que sonhar acordado é rezar baixinho.

Medo é um cubinho de gelo derretendo em cima do nosso umbigo. Vai passando, sumindo, até virar nada aguado do nada que sempre foi. Dessa ele acha muita graça. Orgulho é o último bolinho que ninguém quer pegar para não sentir vergonha. (Sugerimos como alternativa que todos os bolinhos sejam comidos repartindo-se meio a meio. Assim, dividindo tudo, vontades e vergoinhas, a ninguém jamais recairia a necessidade do tal do orgulho).

Beijo são duas pessoas que precisam ficar trocando ar para sobreviver. Essa eu juro que não sei de onde ele tirou. Saudade é quando amanhã não tem aula e demora amanhecer. Generosidade é quando a gente finge que tem algo na mão, mostra pro Farelo – nosso cachorro – e ele vem buscar, mesmo sabendo desde o princípio que não tinha nada lá. Ele pensa – Eles acham que tem algo ali. Achar isso deve ser importante pra eles. Vou pegar.

Amor é ver o DVD que ele mais gosta todos os dias, umas três vezes. Perguntei um dia se ele não se cansava de ouvir sempre as mesmas músicas com os mesmos bichinhos e ele respondeu – Eu fico feliz. Não cansa – não satisfeito insisti – E de ver as mesmas coisas, você não cansa? – parou um tempo e apontou pra tela em que tinha uma girafa dançando – Tá vendo essa manchinha aqui no pescoço dela? Essa eu não tinha visto ainda – Em outras palavras, ele me ensinou que amar é muito mais sentir do que encontrar sentido e bem, bem mais, olhar com novos olhos para o que tem nos preenchido do que buscar cegamente por novidades vazias. Seguimos juntos descobrindo novos sentidos.

Diego Engenho Novo (e Natan)

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Bricolagem

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Por muito tempo acreditei que dizer não tratava-se de negar pedidos abusivos dos outros, pôr-se em primeiro lugar nas escolhas. Ainda assim, foi muito difícil aprendê-lo.  Algo dentro da gente nos diz que se não dissermos sempre sim, as pessoas que nos cercam nos amarão menos. E a gente aprendeu isso lá atrás, com quem melhor fazia esse jogo: nós mesmos, quando crianças. Ameaçávamos o tempo todo desamar quem negasse nossos desejos. O feitiço contra o feiticeiro.

Lembrei dessa história porque semana passada encontrei meu vizinho na portaria do prédio, cheio de sacolas e subimos juntos de elevador conversando sobre amenidades, como eu tanto adoro. No sétimo andar, paramos para buscar alguém, Lúcia, que não entrou. Confundiu-se. Ia descer. Mas aproveitou a porta aberta para avisar Luis Claudio que iria na casa dele mais tarde pegar uma furadeira. Fiquei surpreso, ninguém gosta da Lúcia do 706. Ela se esforça bastante pra isso. Como tinham virado amigos?

Luis Claudio esperou o elevador voltar a subir pra me confessar – Odeio essa mulher. Energia ruim. Fala mal de todo mundo – tive que rir – Mas vocês pareciam melhores amigos. Até ferramentas você anda emprestando pra ela – indaguei. Luis Claudio me contou que um dia ela simplesmente perguntou no hall do prédio se ele tinha uma chave de fenda. Foi o suficiente para a casa dele virar o QG da bricolagem da dona Lúcia. Toda semana ela passava lá pra pegar uma ferramenta. Não pedia, dizia solenemente que tinha ido buscar a fita métrica ou a fita isolante.

Parece absurdo o nível de passividade do meu vizinho, mas, em maior ou menor escala, todos somos vítimas o tempo todo de gente assim. Gente que se aproveita de nossa distração, abalo emocional ou incapacidade momentânea de reagir para tirar proveito e vampirizar o coreto. Seu chefe com cara de sonso que pede pra você ficar pela terceira vez mais tarde essa semana por amor à empresa, aquela conhecida de um conhecido seu que se convidou pra festa de aniversário da sua filha, aquele namorado que já guarda as chaves do seu carro nos bolsos dele e fez você repetir por aí para as rodas de amigos que se sente mais segura com ele dirigindo. Puro abuso.

Seja sua energia, seu tempo, suas relações, seu dinheiro ou seu afeto, gente assim tentará roubar sua felicidade como formigas que carregam um gafanhoto morto em micronésimas partes, até digerir o todo. É aí que voltamos ao princípio da conversa: tem gente pra quem precisamos dizer não que simplesmente não nos pediram nada. É um duplo esforço. Sagazes que são, elas nem mesmo estão dispostas a escutar o não. Elas não reconhecem essa palavra.

Cabe a nós puxar a força, autoestima, energia e dignidade de onde quer que seja para nos mantermos inteiros e inabalados pelos abusos de quem não merece nem mesmo nossa angústia momentânea. Dizer não é de fato como montar suas próprias prateleiras em casa, no começo pode não ficar perfeito, uns furos no dedo, mas logo, logo você se torna expert em não se desmontar pelos outros. A lojinha de construção do apartamento do Luis Claudio fechou. Fiquei sabendo recentemente. Bom pra ele.

Diego Engenho Novo

Serious Young Woman 2004

Dançar Solo

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É claro, o amor é adorável. Sou fã dele. Fã número um. Admirador convicto dele e de tudo que já descobri aos olhos de quem amei e talvez ainda ame. Acontece que recentemente entrei para uma espécie de clube: a Incrível Companhia de Dançarinos Solos. E lá, estar sozinho não é somente compreensível, como relativamente necessário.

Começou em uma tarde, saí pra dar uma volta e sob o céu alaranjado de outono, vi um homem dançando sozinho sobre a marquise do elevado. Com enormes fones de ouvidos e os olhos bem fechados, ele dançava como se estivesse em um lugar deserto ou para uma plateia imensa de um antigo teatro. Algo no meio disso.

Desde esse dia, uma paz diferente se alastrou em mim. Eu que sempre busquei companhia, consolo, afeto, calor, amor em cada novo olhar, simplesmente fechei meus olhos e comecei a dançar sozinho, na vida. Sem solidão, nem desespero, nem grande resiliência, nada drástico. Tratava-se de um número novo, nunca antes apresentado.

Entendi que aquele era o meu momento de dançar sozinho, de olhos fechados, com minha música preferida bem alta. Assim, comecei a fazer parte da Incrível Companhia de Dançarinos Solos: não pela dor, mas pela clareza; não pela solidão, mas pela necessidade de me sentir inteiro; não pela vontade de me esconder, mas pela liberdade adorável de me mostrar, sem tréguas, nem reparos ou pedidos de desculpas.

Hoje sou eu quem dança, cozinha, caminha, viaja, compra flores, escolhe filmes, tudo, sozinho, feliz da vida. E esse cara que tenho enxergado quando olho pra dentro tem me surpreendido. Ele também pode ser adorável.

Não, eu não estou fechado. Muito pelo contrário: eu estou dançando. Adoravelmente sozinho, ainda que não faça sentido pra muita gente que jamais experimentou a doçura que é mergulhar inteiro na beleza dos próprios passos.

Diego Engenho Novo

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Desde Que Te Conheço

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Você viu minha foto que flutuava pelas redes. Olhou pra minha carinha de perdida e se apaixonou. E eu, fiquei tão encantada que alguém pudesse me amar por tão pouco, que decidi te amar de volta sem exigir demais. Sua presença adorável me basta. Foi assim que te conheci.

Não, não! Agora lembrei: você morava longe e quis ficar pra sempre do meu lado. Bom, no começo pensei que aquilo seria loucura. Depois, quando me lembrei que meu coração parece sempre estar meio distante, meio distraído, meio perdido, transformar a distância que nos separava em uma ponte, fez todo o sentido.

Talvez eu tenha me confundido. Lembro dos seus olhos tímidos se encostando em mim no meio de uma aula chata de qualquer coisa. Eu só conseguia prestar atenção em você. Era aquilo o que eu queria aprender pra sempre. Como me manter seguida pelos seus olhos. Porque os meus são apaixonados por seguir você.

Espera! Isso foi depois. Acho que a gente se conheceu pra valer em uma festa dos tempos da faculdade. Lembro que você brigou comigo porque tentei colocar um caminhão de amigos penetras pra dentro. E ali, enquanto você esperneava e falava mais rápido do que eu podia realmente entender, entendi que todos os meus dias seriam festa depois que eu conseguisse acalmar você com um beijo.

Lembrei! Não foi nada tão simples. Foi adoravelmente complicado. De livres só tínhamos a estrada e olhávamos em direções opostas. Mas olhar na direção oposta só me ensinou como nos completávamos. No porto, em casa, numa esquina calada, ao fim de um cigarro, em um aceno desajeitado. Foi assim, de todas essas formas, que te conheci e sigo te conhecendo. Sempre haverá um tanto novo do amor para conhecer.

(adoravelmente baseada em fatos reais)

Diego Engenho Novo

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Por Que Insistimos no Amor?

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Porque é ele que faz a gente cantar músicas que não conhece. É ele que faz a gente rir de uma careta aos 30 anos. É ele que obriga a gente a aprender uma receita, para que depois, isso não seja mais obrigação nenhuma.
 
É ele que faz com que nós estejamos à vontade com a nudez de nossos corpos. É ele que nos ajuda a aceitar a passagem do tempo. Que passe então o tempo, doce, por nós.
 
Porque é ele que acende nossos olhos e apaga nossas memórias mais tristes, ainda que pela eternidade de um abraço realmente gratuito. Porque é ele que faz a gente trabalhar por momentos e não coisas, por lembranças e não valores, por tranquilidade e não status.
 
Porque é ele que nos tornou mais interessantes, que fez descobertas ao nosso respeito, que adora nossas manias, que escolhe nossos sapatos com o arco da sobrancelha. É ele que nos coloca em caminhos novos, e com a mesma doçura nos faz revisitar nossas antigas passagens.
 
É pra ele que corremos após o melhor dos dias, o pior dos dias, o mais morno dos dias, porque todos os dias se preenchem de sentido se terminam ou começavam na doçura dele.
 
Porque é ele que nos ensina sem avisar, nos precede sem se impor, nos ampara sem cobrar, nos guarda sem pressa, nos escuta sem amarras, nos inunda com seu gosto, sem nos tomar o gosto de sermos quem sabemos ser.
 
Porque é ele que dá vida às praças, às ruas, às casas, aos gestos mais fantásticos disfarçados do cotidiano que quase não podemos ver. Amar é se vestir de alma por dentro. Sem alma, ninguém pode viver.
 
Diego Engenho Novo

Couple flirting while making breakfast

Dúvida

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Você alguma vez duvidou? Da delicadeza da bondade, do amor que é mistério, do humor do destino, da proteção do bem sobre você? Você já duvidou da serenidade do amanhecer, das estradas que seguem, da verdade das crianças, da saudade que sente?

Você alguma vez duvidou do olhar dos mais velhos, da força das flores de cerejeira que florescem quando todo o inverno as diz pra morrer? Você alguma vez duvidou que estava diante de algo único, uma chance imensa, uma pontinha pequena de esperança?

Você duvidou quando o ano recomeçou? Quando o mar se despediu para voltar na maré seguinte? Você duvidou que tudo voltaria ao seu prumo? Duvidou que estava vivo quando sentiu o vento trazendo o cheio da mata, o café minucioso e rico de sabor dos mais simples?

Você alguma vez já duvidou de sua capacidade de se reerguer, da segurança que só existe na casa que sempre foi dos seus pais, do amor gigante dos pequeninos que não entendem nada que você diz?

Você alguma vez já duvidou de tudo no mundo que nasceu para cumprir seu adorável papel no mundo? Como sol que renasce, o mar que retorna e os olhos que só dizem verdades, olhe nos meus que só sabem dizer que te amam. Jamais duvide disso também.

Diego Engenho Novo

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